Neste 4º domingo do Advento
Deus nos convida,
para viver a misericórdia, para sentir o
grande amor do Pai Misericordioso
A quarta vela é acesa,
recordando que a paz está aí, basta procurar viver
interiormente, para transmitir aos outros.
O mistério da fé cristã parece encontrar nestas
palavras a sua síntese.
Tal misericórdia tornou-se viva,
visível e atingiu o seu clímax em
Jesus de Nazaré."
" Precisamos sempre de contemplar
o mistério da misericórdia. É fonte de alegria,
serenidade e paz. É condição
da nossa salvação. "
Misericórdia:
É a palavra que revela
o mistério da Santíssima Trindade.
é o ato último e supremo pelo qual Deus
vem ao nosso encontro.
é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa,
quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra
no caminho da vida.
é o caminho que une Deus e o homem,
porque nos abre o coração à esperança de sermos
amados para sempre,
apesar da limitação do nosso pecado.
"Há momentos em que somos chamados,
de maneira ainda mais intensa,
a fixar o olhar na misericórdia,
para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz
do agir do Pai."
Precisamos sempre de contemplar o mistério
da misericórdia.
É fonte de alegria, serenidade e paz.
É condição da nossa salvação.
Em suma, somos chamados a viver de
misericórdia, porque, primeiro, foi usada
misericórdia para connosco.
O perdão das ofensas torna-se a expressão
mais evidente do amor misericordioso e,
para nós cristãos, é um imperativo
de que não podemos prescindir.
Tantas vezes, como parece difícil perdoar!
E, no entanto, o perdão é o instrumento colocado
nas nossas frágeis mãos para alcançar
a serenidade do coração.
Deixar de lado o ressentimento,
a raiva, a violência e a vingança são condições
necessárias para se viver feliz.
A Igreja tem a missão de anunciar
a misericórdia de Deus, coração pulsante
do Evangelho,
que por meio dela deve chegar ao coração
e à mente de cada pessoa.
A primeira verdade da Igreja é o amor de Cristo.
E, deste amor que vai até ao perdão
e ao dom de si mesmo,
a Igreja faz-se serva e mediadora junto
dos homens.
Misericordiosos como o Pai é, pois, o « lema »
do Ano Santo.
Na misericórdia, temos a prova de como Deus ama.
Ele dá tudo de Si mesmo, para sempre,
gratuitamente e sem pedir
nada em troca.
Que a palavra do perdão possa chegar
todos e a chamada para experimentar
a misericórdia não deixe
ninguém indiferente.

O pensamento volta-se agora para a Mãe
da Misericórdia.
A doçura do seu olhar nos acompanhe
neste Ano Santo,
para podermos todos nós redescobrir a alegria
da ternura de Deus.

Ninguém, como Maria, conheceu a profundidade do mistério
de Deus feito homem.
Na sua vida, tudo foi plasmado pela presença
da misericórdia feita carne.
A Mãe do Crucificado Ressuscitado
entrou no santuário da misericórdia divina,
porque participou intimamente no mistério
do seu amor.
Escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus,
Maria foi preparada desde sempre,
pelo amor do Pai, para ser Arca da Aliança
entre Deus e os homens.

Guardou, no seu coração,
a misericórdia divina
em perfeita sintonia com o seu Filho Jesus.

O seu cântico de louvor,
no limiar da casa de Isabel,
foi dedicado à misericórdia que se estende
« de geração em geração ».
(Trechos da Carta do Papa Francisco
sobre o ano da Misericórdia)